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ABC COMERCIAL: PUBLICAÇÕES: REVISTAS
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REVISTA ABC Comercial nº 10
ANO III - nº 10 - 2005

Balanço do Primeiro Ano de Actividades do Senhor Ministro do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba

  • “NO ÂMBITO DAS VISITAS DE AJUDA E CONTROLO AS PROVÍNCIAS”

Sr. Ministro do Comércio - Joaquim Icuma MuafumbaA Revista “ABC Comercial” apresenta em síntese a retrospectiva de algumas acções desenvolvidas pelo Titular da pasta do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, durante o ano de 2005, no âmbito de visitas de ajuda e controlo às Províncias, para se inteirar dos progressos alcançados e das dificuldades, bem como traçar novas linhas de acção que possam dinamizar o sector do Comércio em Angola.

1. Benguela: Iniciativa privada com resultados positivos e Perspectiva da Redinamização da Escola Nacional do Comércio

A província de Benguela foi escolhida como a primeira etapa nas deslocações do Ministro do Comércio para o interior de Angola. Acompanhado de alguns quadros séniores do seu Ministério, Joaquim Icuma Muafumba esteve na véspera do Natal de 2004 naquela parte do nosso imenso espaço geográfico, onde inaugurou dois empreendimentos importantes do ponto de vista económico, comercial e social, nomeadamente a Empresa Imobiliária “Chicel House” e o “Supermercado Cesta Básica, Lda.”. Este último, cujo investimento foi calculado em dois milhões de dólares americanos, tem uma superfície de 2.337 metros quadrados e está vocacionado para o exercício da actividade comercial grossista e retalhista.

No acto da inauguração, Joaquim Icuma Muafumba, em nome da Delegação que o acompanhou e do Ministério do Comércio, enalteceu a iniciativa do Empresário Elias Piedoso Chimuco e aproveitou a oportunidade para apelar a todos os comerciantes para apoiarem e executarem o Programa de Reabilitação, Construção e Modernização da Rede Comercial e de Prestação de Serviços Mercantis no país, proporcionando a comercialização diversificada de bens e serviços, o mais próximo possível do local de residência ou de trabalho do consumidor.

Dados apurados pela Direcção Nacional do Comércio Interno, do Ministério do Comércio, apontam a existência na Província de Benguela de 1.627 estabelecimentos comerciais, dos quais apenas 0,74% são grandes superfícies comerciais. A margem das inaugurações, o Ministro do Comércio abordou com o Governador da Província de Benguela, Dr. Dumilde Rangel, questões relacionadas com o sector do comércio. Ambas personalidades sublinharam a necessidade de promoção e desenvolvimento do Programa Nacional Integrado de Formação para o Comércio que passa pela construção da nova Escola do Comércio e respectivas lojas pedagógicas no âmbito do programa de investimento público 2005/2006.

É de recordar que as instalações da Escola Nacional do Comércio em Benguela foram cedidas a Universidade Agostinho Neto e que o Governo Provincial comprometeu-se a erguer um novo estabelecimento de ensino técnicoprofissional.

Apesar da fraca rede de grandes superfícies pode-se concluir que é possível a mobilização de vontades e de recursos humanos e financeiros para a implementação do Programa de Reabilitação, Construção e Modernização do Comércio em Angola – PRORCICOM.

2. Kuando Kubango: Falta de incentivos, fraco poder de compra dos consumidores e solicitada a Organização do Comércio Fronteiriço

Com o objectivo de acompanhar e avaliar a situação actual do sector do Comércio e o Protocolo de delimitação de competências celebrado entre o Ministério do Comércio e o Governo do Kuando Kubango, deslocou-se a Menongue, de 14 a 15 de Janeiro de 2005, uma delegação do Ministério do Comércio, chefiada pelo seu Titular, Dr. Joaquim Icuma Muafumba.

Após cumprimentos de cortesia e aprovação do programa de trabalho, o Ministro do Comércio,  em companhia do Governador daquela Província, General João Baptista Tchidandi, visitou alguns estabelecimentos comerciais e manteve um encontro com os empresários, comerciantes e associações profissionais do ramo do comércio.

Com a consolidação da paz e estabilidade política o sector do comércio no Kuando Kubango conhece um desenvolvimento rápido caracterizado pela expansão da rede comercial, pela organização do comércio rural, assim como, pela adesão dos comerciantes à política do Governo no domínio da reabilitação, construção e modernização da rede comercial e de prestação de serviços mercantis.

Dados apurados em Menongue referem a existência de mais de trezentos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços mercantis, e que foram erguidos dezoito estabelecimentos comerciais com fundos próprios. Os comerciantes e operadores económicos no Kuando Kubango deparam-se com inúmeras dificuldades tais como a degradação das vias de comunicação e de acesso, a ausência de uma agência de seguros, de instituições bancárias, de uma escola de formação técnico-profissional na Província, bem como os elevadíssimos custos de transporte calculados em média em USD 250.00 por tonelada.

Tendo em conta a entrada maciça de mercadorias provenientes de Países vizinhos a partir das fronteiras da Zâmbia e da Namíbia, torna-se urgente a instalação da Sub-delegação Sul do Comércio externo em Catuitui para melhor acompanhamento das operações comerciais externas.

É de realçar que a Escola Nacional do Comércio assinou em Julho último, um acordo de parceria com o Governo da Província do Kuando Kubango, com vista a instalação de uma subsidiária em Menongue.

3. Lunda-Norte: Fraca capacidade financeira dos Agentes Económicos para Reabilitação e Construção de Infra-estruturas Comerciais

De Menongue, o Ministro do Comércio, Joaquim Icuma Muafumba partiu à sua terra natal, a Província da Lunda-Norte, onde permaneceu de 22 a 24 de Fevereiro para avaliar a aplicação do Protocolo de Delimitação de Competências, celebrado entre o Ministério do Comércio e o Governo da Província da Lunda-Norte, no âmbito da aplicação harmonizada da política, estratégia e legislação comercial.

Na capital da Província, a delegação do Ministério do Comércio teve um encontro de trabalho com o Conselho da Província, durante o qual o Ministro do Comércio esclareceu os objectivos da visita e apresentou o programa, política, estratégia e situação do sector do comércio no País e na Província.

4. Luanda: Criado o Grupo Operativo Conjunto Ministério do Comércio e Governo da Província de Luanda e recomendada a proibição do Comércio Grossista nas Zonas Urbanas

No âmbito da avaliação da implementação do Protocolo de Delimitação de Competências existentes entre Minco e o GP Luanda, dinamização, organização e disciplina do exercício da Actividade Comercial e de Prestação de Serviços Mercantis, deslocou-se em Março de 2005 a Província de Luanda uma importante Delegação do Ministério do Comércio, chefiada por Sua Excelência, o senhor Ministro do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, que após encontro com o Governo local, chefiado por Sua Excelência, Dr. Job Capacpinha, permitiu criar um Grupo Operativo Conjunto Minco/ GPL que tem realizado o seu trabalho conducente a Reforma, Normalização e Modernização do Comércio em Luanda.

5. Bengo: Deficiente Rede Comercial e necessidade da Dinamização do Comércio Rural

Prosseguindo com o programa de visitas às províncias, o Ministro do Comércio, acompanhado de quadros seniores do seu sector, esteve de 26 a 27 de Setembro no Bengo, com o objectivo de avaliar a primeira fase do Programa de reformas, normalização e modernização do Comércio em Angola.

No encontro tido com os comerciantes e agentes económicos locais foram discutidas questões ligadas ao projecto da nova Lei Nacional do Comércio, à implementação do sistema de logística e distribuição de bens essenciais a população, do Projecto Nova Rede Comercial e à Revisão do Estatuto orgânico do Ministério do Comércio. Durante a visita aos empreendimentos económicos, comerciais e sociais foi constatada a deficiente rede comercial, que segundo as informações recolhidas “in situ”, resulta da ausência de política de investimento e  financiamento ao Sector do Comércio em geral e particularmente na Província do Bengo.

Durante a estadia no Bengo a delegação do MINCO encabeçada pelo seu titular da pasta foi acompanhada pelo Governador daquela Província, Dr. Jorge Inocêncio Dombolo, e pelos membros do Governo local. 

6. Namibe e Huíla: Deficiente Conhecimento e Interpretação da Legislação Comercial e Violação dos três ciclos de comercialização

No Namibe e na Huíla, a delegação ministerial constatou uma flagrante violação dos três ciclos de comercialização de bens e serviços por parte de alguns comerciantes. Este facto deve-se principalmente à insuficiência do efectivo inspectivo no sector do Comércio.

Nas duas províncias do Sul do País constatou-se uma melhoria significativa na circulação de pessoas e bens resultante da recuperação das vias de comunicação.

Entre outras medidas propostas para ultrapassar algumas dificuldades apontadas, foi decidida a criação dos núcleos da defesa do consumidor e do laboratório de controlo e qualidade. A formação técnico profissional dos comerciantes e a criação de lojas pedagógicas foi uma das questões colocadas pela classe empresarial do Sector do Comércio, em todas as províncias.

7. Malange: Boa Organização do Sector do Comércio, cumprimento da Legislação e Normas, mas Reclama pelo Entreposto Eduaneiro e Comercial e Alienação de Imóveis do Ramo do Comércio a Comerciantes Angolanos

No quadro da implementação do Programa de Trabalho e de Visitas de Ajuda e Controlo às Províncias, uma Delegação do Ministério do Comércio, chefiada por Sua Excelência, Senhor Vice-Ministro do Comércio, Dr. Manuel da Cruz Neto.

A visita teve como objectivo principal a avaliação da situação actual do Comércio na Província, auscultação e recolha de opiniões ao Governo, Comerciantes e Associações Profissionais e apresentação do Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Bens Essenciais a População e do Projecto de Lei Nacional do Comércio. 

Após visita as instalações da Direcção Provincial do Comércio, as Infra-estruturas Económicas, Comerciais, Sociais e Desportiva, constactou no geral boa organização do Sector do Comércio e aplicação eficiente da Legislação Comercial e Normas sobre o exercício da Actividade Comercial, na Província de Malange. Por conseguinte entre várias recomendações destaca-se a necessidade da criação da Direcção Provincial do Comércio, a luz da Revisão do Decreto nº 17/99, sobre Orgânica dos Governos Provinciais, do Entreposto Aduaneiro e Comercial, de condições Jurídico-legais para Alienação de Imóveis aos Comerciantes, do Programa de Promoção e Desenvolvimento do Comércio Rural, do Plano Director para o Desenvolvimento do Comércio na Província, entre outras.

 

  • “No âmbito da Diplomacia Económica e Comercial”

À luz do programa de visitas do Ministério do Comércio ao exterior do País para estabelecimento de relações de cooperação e troca de experiências com outros países no domínio comercial, Sua Excelência, Senhor Ministro do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, efectuou durante o seu primeiro ano de governação, uma série de visitas em alguns Estados Africanos, Europeus e Asiáticos.
Neste número a Revista "ABC Comercial" apresenta de forma resumida a retrospectiva de algumas actividades enquadradas na diplomacia económica e comercial do nosso País.

1. Fórum Económico sobre Angola na República Federal de Alemanha em Março de 2005
O Ministro do Comércio participou, juntamente com outros dirigentes angolanos, no fórum económico
sobre Angola, organizado por iniciativa do Governo Alemão, em colaboração com a nossa representação diplomática em Berlim. 

Na sua intervenção o titular da pasta do Comércio lançou um apelo aos empresários e industriais alemães para redescobrirem e apostarem no mercado angolano que com o advento da paz e estabilidade política oferece excelentes oportunidades de negócio à nível do continente africano.

O Ministro enumerou algumas preocupações essenciais no ramo do Comércio, nomeadamente a construção de centros abastecedores e comerciais, e a criação do Instituto de Fomento das Exportações, pelo que incentivou os homens de negócio alemães a investirem nesse sector vital da economia nacional angolana.

Neste fórum usaram também da palavra outros dirigentes angolanos como os Senhores Paulo Teixeira
Jorge, ex-Ministro das Relações exteriores de Angola, o Vice-Ministro da Hotelaria e Turismo, Paulino Baptista e Carlos Fernandes, Presidente do Conselho de Administração da ANIP, que apelaram ao Governo alemão a apoiar a Conferência de Doadores, com vista a reconstrução e estabilização de Angola. O Presidente do Conselho de Administração da ANIP explicou detalhadamente os fundamentos da Lei de Investimentos Privado e das restrições nos domínios reservados ao Estado angolano. 

Durante a sua visita nas terras germânicas, o Ministro Icuma teve diferentes encontros com os empresários locais nas instalações da nossa Embaixada em Berlim, durante os quais foram discutidas questões ligadas ao investimento privado em Angola e as garantias de oportunidades oferecidas pelo Governo angolano. 

As empresas de construção civil, Bilfinger e Strabag mostraram-se interessadas em investirem no mercado angolano, no ramo da construção e obras públicas.

O governante angolano visitou igualmente as cidades de Meiningen, no Estado de Turingia e Chemnitz em Saxónia. Em Meiningen, o Ministro do Comércio manteve conversações com os representantes da "American First Bancorp" na Alemanha e Áustria. Os representantes desta instituição financeira prontificaram-se em investir no domínio do comércio, hotelaria e turismo, tendo na ocasião apresentada ao Governante angolano uma proposta de acordo de cooperação. Entre outros projectos a “American First Bancorp” está disposta a financiar a construção de uma Escola Superior do Comércio, um complexo hoteleiro em Luanda e tantos outros nas restantes províncias do pais onde o turismo poderá tornar-se num sector vital para o relançamento da economia nacional. Nessa mesma ordem de ideias, discutiu-se a questão da formação de quadros angolanos na gestão hoteleira.

Em Chemnitz, na parte oriental da República Federal de Alemanha, o Ministro do Comércio visitou a fábrica de cerveja Einsiedler. Durante a visita naquela unidade industrial foram abordadas questões ligadas a indústria alimentar e de transformação em Angola. Foi igualmente evocada a possibilidade da construção de uma fábrica idêntica em Angola, se as condições assim permitirem, considerando os resultados a serem apurados do estudo de viabilidade económica que será elaborado para o efeito.
Ainda na mesma cidade visitou-se um Centro de Formação Profissional vocacionado à formação de adultos nos cursos de Secretariado, Comércio, Indústria, Assistência Social e de Direcção, e Línguas
Estrangeiras. 

2. Visita a Seto – Cidade da Expo 2005 – Aichi no Japão, em Março de 2005
No quadro da sua visita ao Japão na última quinzena do mês de Março, o Ministro Joaquim Icuma Muafumba deslocou-se ao recinto da Expo 2005, na comuna de Seto – cidade da exposição mundial
AICHI. 

No pavilhão angolano o governante foi recebido pela Comissária angolana, Albina Assis, que se mostrou satisfeita com a presença do Ministro do Comércio. “Esta exposição para além de ser dirigida a sabedoria da natureza como é o seu lema, constitui também uma ocasião para o comércio - enfatizou a representante angolana na EXPO 2005.

O pavilhão angolano dispunha de informações diversas sobre o nosso País relativamente a mercados, política e procedimentos para investimento privado, turismo, agro-pecuária e indústria. Foram distribuídas algumas publicações sobre aspectos sócio-económicos, políticos e culturais de Angola.

3. Visita nas terras dos Faraós – Egipto, em Abril de 2005
Do Japão, o Titular da pasta do Comércio fez escala no Egipto, a “terra dos Faraós”, onde efectuou uma visita de trabalho e manteve conversações com o público empresarial local ligado ao ramo do Comércio, Telecomunicações e Construção civil. 

No encontro com os empresários e particularmente com o Presidente do IGI (International Group for
Investments), Eng. Mohamed Sheta , o governante angolano enalteceu as vantagens da nossa “Lei de Investimentos Privados”, tendo na mesma ocasião apelado os investidores egípcios em apostarem no mercado angolano encruzado entre as regiões austral e central do continente africano.

Durante uma reunião com a nossa representação diplomática no Cairo, o Ministro do Comércio, Joaquim Icuma Muafumba foi informado sobre os casos de casamentos fictícios entre angolanos e estrangeiros, que muitas vezes são uma possibilidade de obtenção da nacionalidade angolana e fixação no nosso território, com objectivos puramente mercantis.

4. Participação no 4º Fórum da AGOA em Dakar no Senegal, em Julho de 2005
Por orientação de Sua Excelência Senhor Primeiro ministro da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, uma delegação governamental chefiada pelo Ministro do Comércio, Joaquim Icuma Muafumba, participou no 4º Fórum sobre a AGOA “African Growth and Oportunity Act” que decorreu em Dakar no Senegal de 18 a 20 de Julho do ano em curso.

Integraram a Delegação, de entre outras personalidades, os Vice-Ministros das Relações Exteriores, das Finanças, da Agricultura e Desenvolvimento Rural, respectivamente Georges Chikoti, Job Graça e Dário Katata, bem como a Embaixadora de Angola, nos Estados Unidos de América, Josefina Pitra Diakite. 

A legislação denominada African Growth and Opportunity Act “AGOA”, que foi assinada pelo Presidente Bill Clinton em Maio de 2000, pretende estabelecer o acesso mais liberal ao mercado norte-americano de produto disponível em qualquer país ou região com a qual os EUA não possuem nenhum acordo de livre comércio.

A participação de Angola neste 4º Fórum surge na sequência da eleição do nosso país como membro
beneficiário da AGOA em Dezembro de 2003, depois de ter cumprido com os critérios inflexíveis e flexíveis estipulados pelo Governo norte-americano. 

Os critérios inflexíveis têm a ver com certo posicionamento político, a luta contra o terrorismo, a defesa e protecção dos interesses americanos enquanto os critérios flexíveis reflectem os condicionalismos políticos estabelecidos pelos Países ocidentais no quadro da sua política de cooperação com os países em transição.

Reunidos sob o lema “Desenvolver e diversificar o comércio no sentido de promover o aumento da produtividade”, o quarto Fórum da AGOA fixou os seguintes objectivos:

Encorajar os países a diversificar as suas exportações e tirar vantagens da vasta gama de produtos elegíveis a um tratamento preferencial no quadro da AGOA;
Suscitar o maior interesse para os investimentos fora do Sector de Têxteis e Confeições;
Fornecer informações práticas sobre a maneira de poder obedecer as normas americanas no que se refere às exportações e qualidade dos produtos para o mercado americano;
Encorajar os países que ainda não beneficiam das vantagens que a AGOA oferece a um engajamento efectivo.

No seu discurso de abertura, o Chefe de Estado senegalês, Abdoulaye Wade, começou por definir a AGOA “como um instrumento que os EUA e a África podem utilizar para fortalecer os seus mercados no sentido de melhorarem o nível de vida dos seus cidadãos”. 

Aquele político africano reconheceu que o continente africano sofre de várias epidemias sem no entanto ser um “continente doente” e exortou as delegações africanas presentes para um esforço suplementar no sentido dos nossos países saírem do “binómio infernal de ajuda e crédito”. O Presidente senegalês agradeceu o seu homólogo norte-americano George W. Bush por ter prorrogado o prazo da AGOA até 2015.

O 4º Fórum contou com a participação de membros do Governo do Senegal, dos delegados de 37 países africanos elegíveis da AGOA, bem como a presença da delegação norte-americana chefiada pela Sua Excelência Senhora Condolezza Rice, Secretary of State for Foreign Office (Ministra para as Relações Exteriores).

5. Cooperação Sul- Sul nas Discussões nos Camarões em Agosto/ Setembro de 2005
À convite do seu homólogo camaronês Senhor Luc Magloire Mbarga Atangana, o Ministro angolano do Comércio, Icuma Muafumba, efectuou de 30 de Agosto a 3 de Setembro, uma visita oficial na República dos Camarões com o objectivo de reforçar a cooperação comercial e bilateral entre ambos Estados da Comunidade Económica dos Estados de África Central (CEEAC).

Antes de partir para Yaoundé, a capital políticoadministrativa dos Camarões, o governante angolano fez uma escala em Doualá, a capital económica, onde manteve contactos com os responsáveis do Governo local. No breve encontro realizado em Doualá ambas as partes trocaram impressões sobre a integração africana e concluíram que é necessário eliminar todo tipo de barreiras. 

Em Yaoundé, a segunda etapa da sua digressão naquele país de África Central, o Ministro angolano do Comércio, foi calorosamente recebido pelo seu homólogo Luc Magloire Atangana, que na ocasião
explicou as atribuições e o funcionamento do seu pelouro.

Em resposta Joaquim Icuma, agradeceu mais uma vez, o convite formulado e a hospitalidade oferecida. Na mesma ordem de ideias, apelou ao seu homólogo para em conjunto criarem condições para a sistematização de um espaço próprio que possa facilitar a cooperação comercial entre os dois Estados “O momento actual de tranquilidade e estabilidade que estamos a viver em Angola, permite repensar as estratégias de desenvolvimento e redefinir a participação de Angola na economia internacional, buscando condições e mecanismos que permitam uma integração rápida e efectiva do país no sistema comercial global” – sublinhou o Ministro angolano.

Os dois titulares da pasta do Comércio identificaram alguns produtos que podem ser comercializados entre os dois países. Devido a grande carência do sal e do peixe, a República dos Camarões necessita importar de Angola estes produtos. Durante a sua estadia nos Camarões, o Ministro angolano foi recebido em audiência pelo Primeiroministro camaronês, Senhor Ephraim INONI, que na ocasião agradeceu o Governo angolano por ter aceite o convite endereçado ao Ministro do Comércio e encorajou o nosso Governo a seguir o caminho traçado, que é da consolidação da paz e da democracia depois de trinta anos de guerra civil. 

O Ministro do Comércio, Joaquim Icuma Muafumba, manteve igualmente conversações com os Ministros camaroneses da Economia Social e Artesanato, Sr. NESSENGUE Bernard, da Indústria, Minas e Desenvolvimento Tecnólogico, Sr. Charles SALE, e da Administração do Território, Sr. Augustin Frederic KODOCK. 

Falando para um auditório com mais de duzentos empresários locais e acompanhado pelo seu homólogo camaronês, o titular do pelouro do Comércio em Angola realçou o panorama macro-económico do País e falou da necessidade de se consolidar as iniciativas de desenvolvimento entre os dois povos, com vista a combater a pobreza na região. 

Na mesma ocasião convidou os empresários camaroneses a investirem de forma leal porque a República de Angola, vem incrementando a promoção de facilidades e diminuir as barreiras comerciais. Os empresários locais mostraram-se satisfeitos pela visita angolana e desejam criar “Joint-
Venture”, com as empresas angolanas no ramo da navegação marítima, indústria alimentar e de transformação bem como da construção civil.

6. China – Países de Língua Portuguesa sobre Ambiente de Investimento e 9ª Edição da Feira Internacional da China, em Setembro de 2005
O Ministro do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, acompanhado do Director Nacional do Comércio Interno, Dr. Gomes Cardoso, esteve de 2 a 13 de Setembro em Macau e Xiamen, na República Popular da China, onde participou na reunião de apresentação de ambiente de investimento
da China e Países de língua portuguesa bem como na 9ª edição da Feira Internacional de Investimento e Comércio. 

Em companhia dos seus homólogos e representantes dos Países da CPLP, Macau e China, a delegação angolana participou no “Fórum sobre ambiente de negócios e investimentos”, tendo o governante angolano apresentado uma comunicação sobre “o ambiente de negócios e investimentos em Angola”. 

Icuma Muafumba destacou as potencialidades multifacéticas do nosso País, o processo de consolidação da paz, da política macro-económica, do quadro legal sobre o processo de investimento
privado e de incentivos fiscais e aduaneiros. 

Em Macau, o Ministro do Comércio, desencadeou várias acções junto das delegações presentes para a consolidação da cooperação já existente entre os nossos países bem como junto da classe empresarial no quadro da sua mobilização para investir no mercado angolano. 

É neste contexto que a Associação de Jovens Empresários de Macau, liderada pelo seu Presidente, Sr. Lino Weng Cheong Ho, apresentou várias propostas de investimentos nos ramos da construção civil, indústria mineira bem como comércio com a exportação para Angola de uma gama de produtos manufacturados, máquinas eléctricas, automóveis ligeiros e pesados, entre outros. Em Xiamen, o Ministro Icuma e os membros da sua delegação participaram na 9ª Edição da Feira Internacional de Comércio e Investimento da China que teve lugar de 7 a 10 de Setembro do ano em curso. Na ocasião o responsável da pasta do Comércio no GURN brindou os presentes com uma breve comunicação sobre “as oportunidades de negócios e investimentos em Angola”.

É de recordar que a cooperação comercial bilateral entre a República Popular da China e a República
de Angola, foi assinada em Julho de 1984 em Beijing e em Dezembro do mesmo ano, foi criada a comissão mista angolano-chinesa para a cooperação técnica, económica e comercial. 

Com o clima da paz, a China tornou-se um dos parceiros económicos e comerciais do nosso País.

7. Reino de Espanha – Estudo e Troca de Experiência sobre Organização e Funcionamento de Mercados Abastecedores Grossistas e Retalhistas
A convite do Consórcio Mercasa – Incatema Consulting e Ibadesa, deslocou-se de 19 a 20 do mês de Outubro de 2005, uma Delegação do Ministério do Comércio, chefiada por Sua Excelência, o Senhor Ministro do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba e integrada pelos Dr. Gomes Cardoso, Director Nacional do Comércio, Dr. Ivo Ernesto, Director Nacional do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística e Senhor Joaquim Neto, Director Provincial do Comércio em Representação do Governo da Província de Luanda. 

A visita proporcionou identificar medidas conducentes a organização e disciplina do exercício da actividade comercial, reestruturação do sistema de logística e distribuição de mercadorias, promoção e desenvolvimento do Programa de Reabilitação, Construção e Modernização de Infra-estruturas Comerciais desdobradas em Mercados Abastecedores, Mercados Organizados Municipais Urbanos,
Suburbanos e Rurais e Formação de principais actores do comércio e tomada de conhecimento da Base Jurídico Legal. 

No fim da visita elaborou-se um Comunicado Final que sugere que uma equipa técnica do Consórcio “MERCASA – INCATEMA CONSULTING – IBADESA”, se desloque a Angola para realização de estudos conducentes a reestruturação da rede comercial e do sistema de distribuição de mercadorias.

  • “II CONSELHO CONSULTIVO DO MINISTÉRIO DO COMÉRCIO, O PRIMEIRO DESAFIO DO DR. JOAQUIM ICUMA MUAFUMBA”

Um dos momentos mais altos que o Ministério do Comércio conheceu no decurso do primeiro ano de gestão do, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, foi sem duvidas, a realização do segundo Conselho Consultivo, órgão que reuniu ao mais alto nível os membros do Ministério, com vista a adoptar um conjunto de disposições onde assenta actividade do comércio, no País.

Sob o lema "Comércio, Factor de Dinamização da Produção Nacional", o II Conselho consultivo permitiu assim, que os responsáveis, do Ministério do Comercio no país e no exterior, voltassem, quase uma década depois, a reflectirem juntos o comércio, com o estabelecimento das bases gerais sobre reformas do sector do Comércio no País, dentro dos pressupostos da economia do mercado e da liberalização do Comércio.

Aliás, ao saudar os participantes ao II Conselho consultivo que decorreu nos dias 26 e 27 de Abril de
2005, coincidindo com o 9º aniversário da realização do Primeiro Encontro Nacional sobre o Comércio, em Angola, o Dr. Joaquim Icuma Muafumba, enalteceu o papel estratégico que o Sector do Comércio desempenha na ligação Produção, Distribuição e Consumo, face aos desafios previstos no Programa Geral do Governo para o Biénio 2005-2006, consubstanciados na diversificação e aumento da produção interna de bens e serviço, na revitalização da economia rural e no restabelecimento dos circuitos económicos e comércio em todo o território nacional, com a vista a erradicação e /ou redução significativa da fome, miséria e pobreza. 

Adoptando uma filosofia de trabalho dialogante, o Dr. Joaquim Icuma Muafumba pretendeu, logo nos
primeiros meses do seu consulado, com a realização do II Conselho Consultivo do Ministério do Comércio a conjugação de sinergias e troca de informação e experiência devendo daí residir a mais-valia do Sector do Comércio, que conjugada com os Sectores Produtivo, Económico e Financeiro e Empresarial, pode traduzir na aplicação prática e pragmática da política de substituição de importações, promoção e diversificação das exportações e no desenvolvimento sustentável e harmonioso do comércio em Angola. 

O ministro do Comércio de Angola aproveitou este encontro magno para deixar dois dos principais desafios com que os participantes iriam se debater que eram a urgente abordagem do anteprojecto da Lei Nacional do Comércio em Angola, onde estariam salvaguardadas e consolidadas as conquistas já alcançadas e a introdução de inovações para a modernização do Comércio, no País. 

Outro repto deixado pelo, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, aos participantes ao II Conselho consultivo
foi a realização de estudos e esforços conducentes a criação das Direcções Provinciais do Comércio e dos Departamentos Provinciais de Inspecção da Actividade comercial a nível provincial isso, atendendo a importância do comércio na dinamização da economia e na ligação produção, distribuição e consumo.

Na sua reflexão sobre o II Conselho Consultivo, Joaquim Icuma Muafumba não deixou de reconhecer
alguns constrangimentos que o sector que dirige atravessa, particularmente os aspectos ligados a falta de capacidade técnica, comercial e financeira dos comerciantes e insuficiência da Rede Comercial, face ao crescimento exponencial e demográfico da população consumidora. Não obstante a essas insuficiências, o ministro considerou que várias foram as conquistas alcançadas e visíveis a todos, quer do ponto de vista da expansão da rede e da actividade comercial, do aumento da circulação de pessoas e bens e das trocas comerciais entre a Cidade e o Campo e vice-versa, bem como do ponto de vista técnico-jurídico, onde sem dúvidas o Ministério do Comércio criou um pacote legislativo bastante inovador, completo e flexível para todos que queiram fazer do comércio sua profissão.

O II Conselho consultivo traduziu-se assim, num importante encontro que além de ter marcado uma ruptura de um longo período de uma ausência de consulta colectiva dos desafios, do Ministério do Comércio, permitiu uma abordagem e uma reflexão profunda do comércio em Angola.

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