Direcção Nacional do ComércioDirecção Nacional do Comércio Interno - Uma Nova Era do Comércio em Angola
8 de Julho de 2002 a 8 de Julho de 2006 - 4º ANIVERSÁRIO DO WEBSITE!

ABC COMERCIAL: PUBLICAÇÕES: REVISTAS
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REVISTA ABC Comercial nº 11
ANO IV - nº 11 - 2006

Informação da Direcção Nacional do Comércio Interno

  • “Censo da Rede Comercial, em Angola”

Angola Total:

A Rede Comercial e de Prestação de Serviços Mercantis, licenciada e actualizada de 10.11.2000 à 31.03.2006 em todo Território Nacional é de 30.980 estabelecimentos, assim distribuídos: 

Grandes Superfícies Comerciais = 3.744 estabelecimentos – 12,26%:
Comércio a Grosso – 796 = 21,26%
Comércio a Retalho – 545 = 14,56%
Comércio Misto – 1.555 = 41,53%
Comércio de Representação – 848 = 22,65%

Pequenas e Médias Superfícies Comerciais = 18.587 Estabelecimentos – 59,97%:
Comércio a Grosso – 1.588 = 08,54
Comércio a Retalho – 8.364 = 45,00%
Comércio Misto – 4.858 = 26,14%
Comércio Geral – 3.777 = 20,32%

Prestação de Serviços Mercantis = 2.806
Estabelecimentos – 09,17%:
Grande Dimensão – 230 = 08,20%
Concessionários – 62 = 02,21%
Pequena Dimensão – 2.514 = 89,59%

Rede Comercial Precária = 5.843 estabelecimentos – 18,64%:
Comércio Precário – 5.639 = 96,51%
Mercados Urbanos – 168 = 02,87%
Mercados Rurais – 16 = 00,28%
Feiras – 12 = 00,21%
Mercados Abastecedores – 08 = 00,14%

53.479 Comerciantes e Agentes Económicos licenciados, assim distribuídos:
Comércio Precário – 5.639 = 10,53%
Comércio Ambulante – 12.545 = 23,15%
Comércio de Feirante – 531 = 01,00%
Vended. Merc.Urbanos – 34.666 = 65,14%
Vended.Merc.Rural – 24 = 00,05%
Vendedores Merc.Abastec. – 74 = 00,14%

Registo Estatístico de 69 Marcos Fronteiriços, sendo:
Zona Norte – 19 = 27,76%
Zona Leste – 36 = 51,47%
Zona Sul – 14 = 20,59%

 

  • PARTICIPAÇÃO DA EQUIPA TÉCNICA DO MINISTÉRIO DO COMÉRCIO NA VISITA DE TRABALHO ÀS PROVÍNCIAS AFECTADAS PELA ESTIAGEM PROLONGADA NA REGIÃO CENTRO E SUL DE ANGOLA”

Sr.João Pedro N'guengoDe 01 a 18 de Março de 2006, uma equipa técnica do Ministério do Comércio composta pelos senhores João Pedro N’guengo e Coimbra Adão Manuel, respectivamente Quadros da Direcção Nacional do Comércio Interno e do Gabinete de Estudo, Planeamento e Estatística, do Ministério do Comércio, deslocou-se por via terrestre às Províncias de Kwanza Sul, Benguela, Huíla, Namibe e Kunene, integrando uma comitiva multisectorial denominada “Unidos no Combate à Fome” liderada por Sua Excelência Dr. Zacarias Sambeny, Vice-Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, acompanhado pelo Sr. Anatólio Ndong Mba, representante da FAO em Angola e representantes de outras instituições do Governo Central, tendo percorrido cerca de (6) seis mil kilómetros.

Objectivos da Deslocação da Comitiva Multisectorial:

Constatação “in loco” dos efeitos causados pela estiagem prolongada na região centro e sul do País, análise do comportamento do mercado e propostas para normalização do sistema de comercialização no meio sub-urbano e rural.

Conclusões e Recomendações Globais adoptadas para o Sector do Comércio, no âmbito dos Resultados da Visita:

Reabilitação, construção e expansão de infra-estruturas comerciais nas sedes municipais, comunais e em zonas de maior produção e densidade populacional.

Identificação e selecção de comerciantes grossistas e retalhistas com capacidade financeira e de gestão em cada província, para assegurar as trocas comerciais no campo e garantir a constituição da reserva do Estado em produtos de consumo local.

Com a emergência que se assiste, propõe-se que o Estado em parceria com o Sector Privado, programe nas zonas rurais a realização de feiras e mercados rurais em cada época de colheita. 

Necessidade de troca de informação e de dados estatísticos qualitativos e quantitativos mensais no quadro de um protocolo de cooperação a celebrar e/ou a estabelecer entre os Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, do Comércio, das Pescas e da Indústria, sobre a produção nacional para permitir a tomada de medidas conjuntas em tempo útil.

Necessidade de conjugação de sinergias entre o sector produtivo, comercial e empresarial, com vista a analisar, equacionar a capacidade de produção e de consumo, para aplicação de medidas de salvaguarda, a luz dos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), com vista a protecção da produção nacional, substituição da importação de produtos com vantagens comparativas, promoção e diversificação das exportações.

Face a situação de emergência, que o Governo Central orienta os órgãos de economia no sentido de os bancos comerciais concederem aos comerciantes por região, que intervirão no processo de comercialização de cereais e de outros produtos, créditos bonificados com período de reembolso dilatado, a fim de facilitar as aquisições.

Bem haja
João Pedro N’guengo

  • RESULTADOS DO VI CONCURSO SOBRE A MELHOR LOJA, SUPERFÍCIE COMERCIAL E MONTRA”

Com aprovação da Política, Estratégia, Legislação Comercial e de Prestação de Serviços Mercantis, aos 18 de Fevereiro e 22 de Março de 2000, pelo Conselho de Ministros, do Governo da República de Angola, publicado nos Diários da República I Série _ nºs 18/00, de 5 de Maio, 22/00, de 2 de Junho, 26/00, de 30 de Junho e 28/00, de 14 de Julho, foram criados os Programas Educativos “ABC Comercial”, definidos como forma didáctica e pedagógica de transmissão de noções básicas e elementares do comércio, tendo como objectivo principal divulgação, informação, formação e educação de Comerciantes e Consumidores em língua portuguesa e línguas nacionais.

Para atingir os objectivos dos programas educativos em referência, foram desenvolvidos vários instrumentos, nomeadamente:

Produção e edição regular de Publicações “ABC Comercial” (Revistas, Manuais e Cartilha do Comerciante, Folhetos, Cadernos, Boletins entre outros);
Site www.dnci.net, CD-ROM Programas Educativos Multimédia e Correio Electrónico /e-mail: minco.dnci.gc@netangola.com;
Grupo Teatral “ABC Comercial”;
Concursos sobre melhor “Loja, Superfície Comercial e Montra”

Para esta edição apresentam-se os resultados do último concurso realizado, que registou a participação de 90 Comerciantes em representação de 11 das 18 Províncias do País (61,11%), classificados em dois grandes grupos:

I Grupo: Grandes Superfícies Comerciais (Luanda):

Participantes = 14 Estabelecimentos (15,55%)
Vencedores = (5) Cinco (35,71%) por categoria de estabelecimentos:

a) Hipermercados:
Jumbo – Sociedade Angolana de Distribuição, SARL (82,54%)
b) Supermercados:
Sociedade de Comércio Martal, SARL (74,60%)
c) Centros Comerciais:
Chamavo & Companhia, Lda (78,00%)
d) Mobiliário e Decoração:
A casa (89,68%)
e) Material de Construção:
Cimex (84,45%)

II Grupo: Médias e Pequenos Superfícies Comerciais:

Participantes = 76 Estabelecimentos (84,45%)
Vencedores = 11 Estabelecimentos (14,47%)

Classificação ao nível de cada Província, participante no concurso:

Zona Norte:
     
Kwanza-Norte:
            Participantes = 7 Estabelecimentos
            Vencedor = Casa Esperança
      Malange:
            Participantes = 4 Estabelecimentos
            Vencedor = Doucoré Comercial
      Uige:
            Participantes = 12 Estabelecimentos
            Vencedor = Rosman

Zona Leste:
      Lunda - Norte:
            Participantes = 7 Estabelecimentos
            Vencedor = Sociedade Comercial JAC & Filhos, Lda
      Moxico:
            Participantes = 10 Estabelecimentos
            Vencedor = Luis César Martins Amândio

Zona Centro:
      Bié:
            Participantes = 10 Estabelecimentos
            Vencedor = Minimercado Safri Comercial
      Benguela:
            Participantes = 10 Estabelecimentos
            Vencedor = Jota – Jota, Limitada
      Kwanza-sul:
            Participantes = 8 Estabelecimentos
            Vencedor = Maxi, Limitada
      Huambo:
            Participantes = 3 Estabelecimentos
            Vencedor = M.C.P. & Filhos, Limitada

Zona Sul:
      Namibe:
            Participantes = 5 Estabelecimentos
            Vencedor = SICAP, Limitada (Loja)
            Vencedor = VAP & Filhos, Limitada (Montra)

COMISSÃO DE JURI

  • RESULTADOS DA VISITA MINISTERIAL A PROVÍNCIA DA LUNDA-SUL”

Sob a presidência de Sua Excelência, Senhor Ministro do Comércio, Dr. Joaquim Icuma Muafumba, deslocou-se de 16 à 17 de Março de 2006, uma Delegação do Ministério do Comércio, a Província da Lunda-Sul, que integrou os seguintes Responsáveis:

Dr. Comes Cardoso – Director Nacional do Comercio Interno;
Sr. Afonso Bari-Banga – Chefe de Depto de Gabinete de Inspecção das Actividades Comerciais
Dr. Orlando Ferraz – Consultor de Imprensa do Gabinete do Ministro
Sra. Augusta De Carvalho G. Frederico – Técnica do Gabinete do Ministro
Sra. Henriqueta de Carvalho – Secretária Geral da Federação de Mulheres Empreendedoras de Angola
Sr. Patrick - Empresário

Desenvolvimento dos Trabalhos:

A Delegação Ministerial foi calorosamente recebida por sua Excia Senhor Dr. Marceal Miji S. K. Itengo, Governador da Província da Lunda-Sul, Membros do Governo Provincial, trabalhadores do Sector do Comércio, Empresários, Comerciantes, Agentes Económicos e Associações Profissionais do Ramo do Comércio.

Objectivos da Visita:
A visita teve de entre outros os seguintes objectivos:

Avaliação do estado actual do Sector do Comércio e de Prestação de Serviços Mercantis, na Província;
Avaliação dos aspectos constantes do Programa Geral do Governo, para o biénio 2005-2006, no âmbito do Comércio e Serviços;
Avaliação da Aplicação da Política, Estratégia e Legislação Comercial em vigor;
Apresentação do Projecto Lei das Actividade Comerciais, aprovado pelo Governo aos 26 de Janeiro de 2006;
Visita à rede comercial e de prestação de serviços mercantis;
Visita às instalações da Direcção Provincial do Comércio, do Governo da Lunda-Sul;
Apresentação da Situação actual da inspecção das actividades comerciais e da defesa do consumidor.

Conclusões e recomendações:

Foram transmitidos a província os principais instrumentos aprovado pelo governo sobre a promoção e o desenvolvimento sustentável do Comércio em Angola, nomeadamente, programa de restruturação do sistema de logística e de distribuição de produtos essenciais a população, que permite a organização de mercados grossistas, retalhistas e do urbanismo comercial, lei das actividades comerciais, inspecção comercial e defesa do consumidor, instrumentos que visam regular, disciplinar o exercício da actividade comercial, favorecer o ordenamento e a modernização de infraestrutura Comerciais, proteger a livre e leal concorrência e salvaguardar os direitos dos consumidores.
No âmbito dos acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), organizações internacionais e regionais promover, capacitar os operadores económicos nacionais face aos desafios dos mercados regionais e internacionais.
Reconhecida a importância geoestrategica da Província da Lunda Sul, no abastecimento a região leste de Angola, tendo-se considerado a necessidade da criação da Direcção Provincial do Comércio autónomo, a luz da Revisão do Decreto lei N.º 17/99 e da Delegação Regional do Comércio Externo nordeste, com sede em Saurimo.
Informou-se aos presentes do reajustamento do actual estatuto orgânico, do Ministério do Comércio, para conformá-lo a novas exigências, conferir maior dinamismo e capacidade de execução da política comercial, na aplicação da lei das actividades comercias e melhor acompanhamento metodológico das Representações Comerciais no exterior do pais e dos órgãos tutelados.
Realçada a necessidade da institucionalização do Conselho Nacional do Comércio, como órgão multisectorial e multidisciplinar de concertação entre os actores do comércio, visando o fortalecimento do movimento associativo e cooperativo no sector do comércio.
Necessidade do levantamento dos imóveis comerciais propriedade do estado, para posterior alienação, com vista ao reforço da capacidade do património dos comerciantes Angolanos.
Necessidade de Identificação por parte dos órgãos competentes do Governo da Província da Lunda Sul, de espaços livres (terrenos) para a construção e expansão de mercados abastecedores, municipais urbanos, suburbanos, rurais e da nova rede comercial de proximidade.
Foi orientada a suspensão da renovação do Alvará Comercial até novas ordens.
Orientou-se maior rigor no cumprimento da Legislação Comercial em vigor, sobre a emissão e atribuição do Alvará Comercial e de outros documentos de licenciamento, com correcção imediata dos estabelecimentos comerciais com área de exposição e venda, igual ou superior a 200 m2.
Foi orientada a aplicação rigorosa da cadeia de comercialização de bens e serviços, nomeadamente:

Importador e/ou Produtor Grossista;
Grossista Retalhista;
Retalhista Consumidor Final.

Foi orientada a Província a tomada de medidas preventivas sobre a Gripe das Aves.
A Delegação Ministerial agradeceu a atenção e hospitalidade, brindada por sua Excia Sr Governador e seus respectivos Vice- governadores, membros do governo, trabalhadores da Direcção Provincial do Comércio, bem como a classe empresarial local.

DELEGAÇÃO MINISTERIAL

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