Direcção Nacional do ComércioDirecção Nacional do Comércio Interno - Uma Nova Era do Comércio em Angola
8 de Julho de 2002 a 8 de Julho de 2006 - 4º ANIVERSÁRIO DO WEBSITE!

ABC COMERCIAL: PUBLICAÇÕES: REVISTAS
anterior início imprimir enviar link

REVISTA ABC Comercial nº 11
ANO IV - nº 11 - 2006

Sr. Gomes CardososEmpresa e Empresários

  • “NOVAS FIGURAS COMERCIAIS NO MERCADO ANGOLANO”

A Revista ABC Comercial, no quadro da sua linha Editorial passará a divulgar em todas as Edições a Lei das Actividades comerciais e os respectivos Regulamentos, com destaque para novas figuras consagradas neste Diploma particularmente as modalidades de promoções de vendas, modalidades de vendas, vendas especiais, actividades comerciais e respectivos operadores económicos, destacando-se neste número o Comércio de Representação, com a abordagem da figura do Caixeiro Viajante – aquele que por meio de catálogos, cartões, avisos, circulares ou quaisquer documentos análogos, sob autorização e  envio do comerciante a localidade inversa daquela em que tiver o seu domicilio realiza operações do seu comércio

Com efeito, como recordar é viver, nesta edição conheça “A vida de um Caixeiro Viajante”, actualmente comerciante em Angola, gerindo a Firma Armag.

  • “A VIDA DE UM CAIXEIRO VIAJANTE PASSADO – PRESENTE E FUTURO”

Sr. Armindo MagalhãesA vida de um caixeiro viajante, para mim que o foi durante muitos anos, é a vida mais bonita e alegre que pode haver. Isto porque encontramos sempre coisas novas e até paisagens maravilhosas como só Angola nos proporciona.

Por volta dos 7 a 10 de Janeiro de cada ano começava a nossa tarefa. Nós os de Nova Lisboa que, éramos talvez uns 10/15 de diversos ramos, isto é, vendíamos mercadoria diferente uns dos outros e em algum casos a mercadoria era igual, aqui começava a ter influência a simpatia que o cliente poderia ter por este ou aquele vendedor ou ainda os preços que cada um poderia apresentar.

O nosso roteiro, quero dizer, a primeira povoação a parar era o cruzeiro que ficava a uns 7 a 10 km de Nova Lisboa, era um único comerciante, Sr Freitas, depois as Boas Águas, também um só comerciante , Sr Diamantino Duarte Pinto: o mais forte comerciante naquela época era o Sr Lopes de Oliveira C.ª, também havia a Serra do Amaral, Duarte & Irmãos, Ancando da Rocha Completo e mais alguns, como o Sr Firmino David que, por ter fundado um grande grande Club naquela época o Sporting Club da Vila Nova, cujos jogadores na sua maioria foram de Luanda, só que este comerciante não aguentou as despesas, acabou por falir em termos comerciais.

Depois a Bela Vista, também esta povoação tinha muitos comerciantes, dentre estes o maior era a Firma Santos & C.ª, mas havia, também o Fernando Leitão, Higino Ferreira, Neves Soares, Custódio e Irmão e mais alguns. Nesta Vila, tive uma história muita engraçada passada no Hotel.

Em termos normais, o nosso trabalho, começava às 8 da manhã e terminava por volta das 19 ou 19: 30. Ia para o Hotel (Hotel Avenida) que ficava na Avenida Principal virada para a Estação do Caminho Ferro. Chegado ao Hotel tomava o banho habitual e preparava-me para o jantar (após o jantar formávamos equipas de 4 para jogarmos a sueca, nestas equipas por vezes eram colegas, viajantes ou até clientes que também apareciam pelo Hotel. A corrente eléctrica era encerrada por volta das 23:30, por isso nós acabávamos a nossa sueca por volta das 23 horas.

Então, cada um seguia para o seu quarto cuja mobília era composta de uma cama, guarda fato de madeira, uma cadeira, mesinha de cabeceira, um bacio e um lavatório de esmalte com o respectivo jarro cheio de água para complementar uma vela e uma caixa de fósforos. O gerente e dono era o Sr Santos que tinha vindo do Chinguari.

Certa noite, por volta das 23 horas, foi para o meu quarto e quando fechei a porta veio-me um cheiro incrível, só parecido com coisas mortas, vou ao guarda fato não havia nada, vejo de baixo da cama, também nada então lembreime da mesinha de cabeceira e ai sim, era o bacio ( que em português se chamava pinico) e ai sim vi que o dito tinha um sarro amarelo de urina seca que teria talvez uns quinze dias.
Pois a solução mais viável que encontrei foi abrir a janela da rua. No dia seguinte e como sempre, levantar às 7 da manhã e as 7: 30 tomar o café da manhã, logo que entrei no Bar, estavam três ou quatro senhores e também o hoteleiro e então os comentários do Hoteleiro (vou desistir desta vida, isto não se pode aturar, estes filhos da P.... embebedam-se e depois, vejam, atiram a mobília para a rua, ouvi mais insultos até que me dirigi ao Sr Hoteleiro e perguntei-lhe então o que? Sr Santos, dirigimo-nos a porta da Rua e ele então mostrou-me o dito bacio e também a mesinha de cabeceira. Então, nesta altura e na frente de quem estava, disse-lhe , olha Sr Santos, quando se aproximar do bacio e da mesinha e estiver a uns 5 m, sinta o
cheiro que dai vem pois tinha a certeza que embora uma noite passada e como choveu, o cheiro a podre ainda se mantém, ele então chegou a conclusão que tinha sido eu, depois de verificar pediu-me desculpa e eu fui dizendo que não tinha dormido, como resposta , só me disse que eu não pagava a diária, mas por favor para não dizer nada a ninguém. Esta viagem ficou um pouco mais barata.

Dai partia para Chinguar onde também haviam grandes comerciantes ( lá o maior seria o Paes Oliveira & Cª ou até o Seabra Moura & Irmão, depois uns , mais, pequenos, mas também muito bons, depois uma saltada para Cutato onde esta o Sr José Rosa Pinto e os Irmãos Pires Sage. 

Voltávamos atrás à Estrada de Silva Porto , a primeira Povoação era o Cuquema que a distância de Silva Porto era mais ou menos de 20 km, ali só havia um cliente Sr Eugénio Augusto dos Santos , depois então Silva Porto, nesta cidade os comerciantes eram muitos e o maior era o Abel da Cruz ( casa Ford), o Piscas e o Zé Luís eram os gerentes.
Silva Porto era uma cidade muito grande e bonita e em termos comerciais bastante rentável, nesta cidade e ao contrário das vilas anteriores, onde eu e os meus colegas em Silva Porto já estaríamos quatro ou cinco anos a trabalhar em pleno ( pois lá tínhamos casa Gatões Alves e Irmão, B. Sequeira Cª, Sequeira e Pereira, Amândio Marques Amaro, Armindo Ferreira « meia onça» Carlos Veneza Nobre, Manuel Tavares de Almeida ( o homem da Ofiana) Raul Astro Sousa (o homem das bicicletas e motorizadas). O nosso amigo Leitão da Livraria que tinha sempre uma anedota para contar, haviam muitos mais, mas Silva Porto também tinha uma piscina no centro da cidade e então em certas épocas aparecia uma Senhora a tomar banho que era de fazer parar o trânsito ( julgo ser familiar da casa Ford). 

Depois o vouga também nesta vila haviam 5 ou 6 clientes dos quais se destacava a firma Manuel Man.... & Cª, depois funda honde havia o seu Simões, até que chegavamos ao Andulo, também aqui havia diversos clientes cujo nível era mais ou menos igual desde o A Gouveia, A Ribeiro sobrinho Rodrigues Frutoso & Filhos J. Feliciano Sobral e mais quantos.

O hoteleiro era o Sr. Pompeu que servia muito bem. Depois a Uharea nesta povoação havia uma grande organização comercial que era a firma Tavares & Simões, honde toda a gente trabalhava desde os maridos ás esposas, daqui partiamos para a Gamba honde havia o Sr. José Garcia e mais tarde o filho Fernando Garcia também eles bons comerciantes. 30 a 40 kilometros depois tinhamos nova sintra honde estava instalada a missão da xissamba, grande médico tinha resta missão o Dr. Strangula, vinha gente de muito longe para ser tratada por este grande médico. Nesta vila embora pequena também grandes comerciantes, como o Dias & Irmão, Eduardo Coelho, Ramiro da Silva, Maximino Costa que além de comerciante também era o Hoteleiro. Depois General Machado (Camacupa) já era uma vila bastante maior, honde se destacava o Sr. João Geraldo, herdeiros, um Sr. Mestíço de grande envergadura comercial mas também haviam outros como Joaquim Martins, Rabaçal e Bolota, Almeida Marques & Cª, António Figueiredo Pinto e muito outros. 

A cerca de 60 Km depois tínhamos a chindumba, onde havia um só comerciante, Sr. Manuel Tavares, para depois chegarmos ao Cuembo. Nesta povoação haviam quatro comerciantes relativamente pequenos e havia a Pensão do Sr. Manuel Pires Gomes. Depois nós Caixeiros Viajantes entravamos na estrada de areia honde so de Geepe conegração ás 4 rodas podiamos seguir. Do Cuemba até ao Luso, hoje o Moxico, passavamos por diversas Províncias, Simoge, Cangonga, Cangumbe, Chicala e depois o Luso. 

Estas povoações também haviam comerciantes que a maior parte se dedicava ao corte de madeira uns para abastecer o caminho de ferro e outros para mandarem para o Lobito para exportação.

A cidade do Luso já era uma cidade de grande envergadura comercial. Pois além de grande quantidade de crueira que era enviada em vagons do C.F.B. para o Lobito e Benguela para daqui ser exportada, também a ginguba e também um peixe que saia da chana da cameia, que se chamava Bagre e toqueia, é imaginável a quantidade de vagons que saiam do Luso, Luena, Lumege- Kassai, Luacano Mucussuege e Teixeira de Sousa. Uma grande parte dos comerciantes do Luso tinham filiais espalhadaspor uma grande parte desta Província, como sendo buraco dela Hdenrique de Carvalho, para além de Hdenrique de
Carvalho isto é para a zona diamantifera não nos era permitido entrar, aqui era zona proibida, A Companhia dos diamantes importava quase tudo o que consumiam a não ser os transportes que eram feitos por comerciantes do Luso. Nós viajantes chegavamos a estar 8 a 10 dias a trabalhar, o Luso pois além de muitos comerciantes estes nem sempre tinham tempo de nos atender, normalmente trabalhavamos ou antes dos estabelecimentos abrirem, 6 da manhã ou depois das 19 horas o mesmo nos acontecia em Teixeira de Sousa (fronteira) ou então aos domingos. Naquele tempoVila Teixeira de Sousa era na verdade para
nós caxeiros viagantes uma zona comercial muito volumosa, isto porque para além do consumo local, também havia muito contrabando e até também grandes trocas comerciais entre esta vila e a povoação de Dilolo que ficava a 7 Km da fronteira de Teixeira de Sousa. O grande impusionador do outro lado da fronteira era o Sr. Panagi, (um Grego Judeu) que como todos os Jedeus era um grande comerciante. Eles do Congo tinham os tecidos estampados e os lenços de cabeça, nós os de teixeira de Sousa, o sabão, o vinho, peças para bicicletas e muitos outros artigos. Os comerciantes de Teixeira de Sousa eram muito poderosos em termos financeiros, honde se salientava a firma Antero Marques Gouveia, mas haviam outros que também eram grandes em termos financeiros, como António da Silva Brandão, António Madeira Tavares, Simão Nogueira, Simão Luis Madeira Tavares, Joaquim Simões da Silva, Carlos Alberto Marques e mais alguns , uma grande parte destas firmas tinham filiais desde o Mucussuege ao Cazombo e Alto Zambeze. Como em todas as povoações aqui citadas também nesta, nas horas depois do travbalho se jogara a sueca passa tempo habitual depois da missão comprida em termos de trabalho. 

Habitualmente eram Cacheiros viajantes, comerciantes e até o Sr Zé Manuel que até era o Chefe da Guarda Fiscal nesta Vila, aqui me aconteceu um caso que deve para se reflectir durante toda a minha vida. Caso muito estranho que foi o seguinte, nosso grupo da sueca também aparecia um Senhor chamado Pompilio que por sinal tinha uma oficina de automóveis e a quem eu também vendia algumas peças enfim, éramos amigos, certo dia depois de eu ter acabado o meu trabalho, vou a hotel carregar a minha mala e é quando me aparece o Sr. Pompilio, o pá podes levar uma dúzias de lenços do Congo e até untamos peças de kitengnes e até se não tiveres dinheiro para pagares, mandas depois e diz-me como e honde poder esconder os artigos no meu Geep, disse-lhe que não o negócio não me interessava e nada comprei. Qual não é o meu espanto e já a uns 500 metros da vila numa curva e de baixo de uma arvore me aparece o Sr. Zé Manuel devidamente fardado e mais dois subordinados, com eles traziam um frasco de cola e os respectivos selos para me prenderem o Geep e a dita mercadoria, claro que me esqueci do nome do Sr. E apenas lhe disse Sr Agente pode dizer ao seu amigo Pompilio que o vosso combinado não resultou e o sr. Agente Zé Manuel regressou a base mas se qualquer multa aplicada e também sem prender qualquer tipo de contrabando.

É evidente que também nos acontecia coisas engraçadas, certa viagem ia eu do Kassar para o Luacano, a estrada era bastante má, tinha chovido muito, e em sentido contrário avistamos um grupo de homens, uns 20 mais ou menos, estávamos na época de 70 e nesta altura os movimentos de libertação andavam muito activos, digo para o meu ajudante, ó Luís parece que estamos mal mas o Geep foi andando, até que paramos já perto dos homens, parei e dirigi-me ao mais velho e disse-lhe ó século sou Cacheiro viajante e vou a caminho do Luacano, resposta pronta do mais velho ó branco ou podes ir só que durante a noite choveu e um portão foi com a chuva, lamentei-me e então diz-me o homem olha encosta ali na sanzala que os meus homens vão tentar arranjar o portão que era muito curto 2 a 3 metros sentanto. Qual não foi o meu espanto quando uma senhora da sanzala nos traz uma galinha assada e batata doce e também para beber um jarro de Kassangua, eu esta bebida nunca tinha bebido mas pedi água que me foi dada logo. Passando um bom bocado aparecem os homens e dizem-me ó branco podes seguir as tábuas soltas mas ficaram lá 3 homens para ajudar. Peguei em mil escudos e vou entregar ao mais velho ele de princípio disse que não que o que fizeram e a comida não era nada eu apenas lhe disse isto não é para pagar é para comprarem umas grades de cerveja e beberem, então sim assim recebemos. Gente boa esta gente do Leste. Era esta a vida do Cacheiro viajante em Angola, aqui falei da viagem Nova-Lisboa – Teixeira de Sousa, claro que para nós viajantes a zona rica era a de Cangumbe a Teixeira de Sousa passando por Henrique de Carvalho Honde nestas povoações o forte era a crueira, ginguba, bagre e toqueia. Fazia outras localidades como por exemplo da calenga ao cubal – voltar a ganda subir a serra da chicuma depois a área de Caluquembe, Vila Branca, Cacula e Sá da Bandeira, por vila Arriaga chegarmos a Moçamedes e Porto Alexandre, no regresso a Sá da Bandeira vinhamos ao Kipungo Chicomba Matala Capelongo e dois Caconda

ARMINDO MAGALHÃES

   
  Tudo o que digo para traz refere-se antes de 25 de Abril, isto é mais exactamente no dia 15 de Agosto de 1975, dia em que abandonei Angola ainda me lembro na hora em que estou a ir para o Aeroporto um Guerrilheiro só me diz então Branco também vais embora, eu disse que sim e a resposta dele olha que a nossa terra só é boa para todos nós.
Montei uma fábrica de confecções em Teiria onde ainda hoje estou, passo 6 meses em Portugal e os outros 6 meses em Angola: Em Angola temos as Confecções Armag 2 estabelecimentos e Soamben 2 estabelecimentos de peças para Auto (Armag Peças). Tudo isto recomeçou com os conselhos de sua Excia o Sr. General Osvaldo Serra Vandunem, infelizmente já falecido. Homem extraordinário o Sr. General, que chegou ao ponto de nos convidar para irmos ao Huambo (terra onde começamos desde 1955. por causa da guerra que assolou aquela Província, viemos para Luanda (terra onde penso ficar ainda... embora já tenha 72 anos de vida.
 
   
  • COMERCIANTES APOIAM CAMPANHA DE LIMPEZA NA PROVÍNCIA DE LUANDA”

Sra. Joana Feliciano (Chefe DAPD/DNCI)Estimados Empresários e Comerciantes em geral da Cidade Capital de Angola (Luanda):

A felicidade, dignidade, ambiente risonho e bem – estar dos cidadãos deste nosso País e em particular da Província de Luanda, depende de contribuição efectiva e decidida que a sociedade civil proporcionar ao Governo, que afinal apesar de alguns constrangimentos que a população enfrenta no dia a dia, ainda é a arma mais forte que temos para combater os males que assolam essa rica cidade de Luanda, logo o apoio da sociedade civil é imprescindível.

Naturalmente, a maioria dos caros empresários e comerciantes radicados em Luanda, já viram esta cidade limpa, sem buracos, com as ruas irradiando a sua beleza emprestada pelo verde de Jardins lindos e bem tratados a exalar o ardor característico de rosas e malmequeres.

Estimado comerciante, afinal a sua contribuição na luta para o bem estar da população Angolana, no Turismo, na satisfação dos nossos irmãos estrangeiros que nos vêm visitar, não é só prestar serviços relacionados com a sua actividade comercial, você pode fazer muito mais, estamos conscientes que você concorda convosco e portanto estamos consigo.

Dê a sua contribuição na limpeza e embelezamento desta nossa linda cidade que, dia a dia constatamos com uma lágrima no canto do olho a mudança do seu tradicional visual.

Repor os valores ambientais e culturais da nossa cidade de Luanda é participar activamente nas tarefas da Reconstrução Nacional, sensibilizando e encorajando todos aqueles que infelizmente ainda não compreenderam que eu e tu somos nós, “nós, empresários, comerciantes juntos por uma Luanda Limpa”.

Joana Feliciano
Chefe DAPD/DNCI

Voltar ao sumário da Abc Comercial nº 11

anterior topo início imprimir enviar link

Início | Apresentação | Novidades | Legislação | ABC Comercial | Formulários | Curiosidades | Sites | CODEX ALIMENTARIUS | Práticas Comerciais
© 2005 DNCI - Direcção Nacional do Comércio Interno | Largo 4 de Fevereiro, 7 - 3º | Palácio de Vidro
Caixa Postal 1337/8 | LUANDA - ANGOLA
Email: minco.dnci.gc@netangola.com | T: 00 244 222 310 658 . 00 244 222 310 273 Fax: 00 244 222 310 658 . 00 244 222 310 658
Desenvolvido por Netmais