Discurso do Sr. Ministro do Comércio, Vitorino Domingos Hossi nas 1ªs Jornadas Técnico-Científicas Sobre o Comércio em Angola - 03 de Junho de 2002
Excelências
Distintas participações
Minhas senhoras e meus senhores
Ao realizarmos as 1ªas jornadas técnico-científicas sobre o comércio, sinto-me honrado por ter o grato prazer de poder dirigir algumas palavras a todos os presentes, aos quais desejo boas vindas e de quem se espero
participação activa nos nossos debates e que, com o seu saber e experiência profundos analisem connosco os futuros caminhos da actividade Comercial, tendo como escopo fundamental o desenvolvimento económico e social do
nosso país.
Repensar o comércio, a actividade comercial e estruturá-lo como instrumento efectivo de desenvolvimento é o móbil principal da organização das nossas 1ª jornadas Técnico-Científicas. É uma ideia ambiciosa e cheia
de desafios mas, necessária e útil como pedra de toque para um correcto posicionamento daquilo que é e deve ser o nosso trabalho e o sector do comércio:
Primeiro e em razão de objectivos gerais, há a urgência e necessidade de troca de conhecimentos técnico-científicos e de despertar todos os segmentos da sociedade sobre a importância do comércio no desenvolvimento
económico e social de Angola.
Segundo e em razão de objectivos específicos, preocupamo-nos pela:
- Definição das linhas de orientação e materialização de serviços mercantis aprovado pelo governo;
- Identificação das prioridades para a formulação de programa de curto, médio e longo prazos sobre o comércio, tendo em linha de conta o programa económico e social do governo;
- A sensibilização e mobilização dos diferentes grupos de interesse nacional para a problemática do comércio, visando a sua participação activa.
As nossas jornadas têm lugar num momento particularmente novo. Sem os constrangimentos da guerra; num clima diferente; de paz e que, à partida, propícia maior liberdade e acção a todos os cidadãos. Em 1º lugar, pela
livre circulação de pessoas e bens, o que garante, desde logo, maior dinâmica à actividade comercial e, por permitir maior o intercâmbio entre as províncias, o meio urbano e o meio rural, libertando energias ontem
adormecidas e também, por pôr em contacto os sectores produtivos, possibilitando consequentemente, que se efective uma correcta distribuição de bens e serviços a nível nacional.
Gostaria de deixar, como nota de abertura destas jornadas, um alerta simples: a necessidade de termos sempre presente que o grau de complexidade organizacional e operacional que enforma a actividade comercial, além de
permanentemente evolutivo e dinâmico é de tal maneira profundo que não se restringe ao mero conceito de troca de produtos ou bens. Há uma imensa e grande interacção entre a actividade comercial e a actividade económica
no seu todo, pela necessidade de estabelecimento e consolidação de sinergias entre os sectores do comércio, o produtivo, o económico-financeiro e o empresarial.
Estamos em tempo novo e numa clara opção - em tradição - para a economia do mercado num quadro que queremos solidamente democrático. E o comércio também teve e tem que se adaptar aos novos tempos. E mais que a
opção política, plenamente assumida, temos que estar atentos à pressão do mercado e das necessidades. É nesse quadro que a actividade comercial, o comerciante e todos os operadores económicos têm de evoluir,
adaptando-se a novos procedimentos, a novos métodos e criar um quadro mental novo. Pois, passamos todos a estar sujeitos a novas e diferentes necessidades e exigência verificando-se uma maior importância do factor serviço,
da qualidade e da profissionalização. Por outro lado, se criadas as necessárias condições de produção e distribuição, teremos que ter em conta que a oferta tornar-se-á superior à procura; o fabricante, começará ou
deverá produzir na óptica do mercado. E o comerciante, privilegiará mais a rotação e menos as margens. Tudo isto, para o comerciante ter assumido um papel activo e determinante.
Creio, sinceramente, que os vários temas a debater nestes dois dias poderão contribuir significativamente para a identificação dos melhores caminhos para o exercício da actividade comercial. E acredito que em conjunto
poderemos fazer do Comércio um verdadeiro instrumento de desenvolvimento.
Declaro abertas as 1ªs Jornadas Técnico-Cientifícas sobre o Comércio.
Muito obrigado.
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Luanda, aos 03 de Junho de 2002.
VITORINO DOMINGOS HOSSI
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